
Eu sinto as ondas começando
É uma agitação aqui dentro, eu não posso controlar
Seus olhos continuam me puxando
Eu sei, eu sei, eu sei
Todos os seus amigos estão falando sobre mim
Eles dizem que eu não tenho chance nenhuma
Mas o seu fogo está queimando lá no fundo
Na minha alma, minha alma. - One Direction- Wolves.
No dia seguinte....
Na manha seguinte passei o tempo todo na escola com Jonathan e os meninos,Louis não avia ido a escola o que me pareceu meio estranho.
Jonathan não desgrudou de mim nem um segundo,eu sei que ele estava com medo de que Louis aparecesse do nada e me levasse para longe,e era exatamente isso que eu queria,mas meu desejo não seria atendido naquela manha.
A manha se passou devagar. Eu estava impaciente pra ver Louis,eu tinha certeza que ele iria aparecer em algum lugar,então estava ansiosa para que isso acontece logo.
Quando finalmente a escola acabou fui até o estacionamento. Caminhei devagar até meu carro enquanto encarava o chão sem animo algum.
Assim que olhei para frente é vi Louis encostado em meu carro com um sorriso no rosto,sorri animada sentindo meu coração saltar.
- O que houve?. - Perguntei a ele,enquanto me aproximava.
- Eu tinha umas coisas para resolver. - Ele disse despreocupado.
- Você não acha que você falta demais?. - Disse rapidamente antes dele me puxar para um longo beijo.
- A escola é uma droga,eu só vou pra não ficar ouvindo meu pai falar depois. - Ele disse depois de se afastar. - Mas agora eu vou te levar pra um lugar,porque eu passei a manha toda longe de você. - Ele sorriu envolvendo suas mãos em volta da minha cintura enquanto me beijava novamente,e eu realmente estava adorando aquilo.
Eu subi minhas mãos até seus ombros as fechando para esconder o suor nelas,eu tentava fortemente manter minhas pernas firmes enquanto meus lábios encostavam nos seus ,mais estava difícil de esconder o quanto eu estava boba.
- Não vamos pichar paredes de novo?. - Eu disse rindo tentando aliviar minha tensão, Louis deu uma gargalhada jogando a cabeça pra trás,fazendo eu me sentir a pessoa mais engraçada da face da terra.
Louis me puxou para dentro de meu carro e ligou o som alto,fazendo todos do estacionamento nós olharem. Ele disparou com o carro pelas ruas,me deixando um pouco assustada.
- Não acha que esta indo rápido demais?,tem neve na pista. - Ele fez uma carreta e então diminuiu a velocidade... Logo estavam em frente de uma enorme casa.
- Vamos. - Ele disse saindo de dentro do carro.
- Aqui é sua casa?. - Perguntei..
- Quando seus amigos disseram. Louis é um vagabundo sustentado pelos pais,o que você pensou?.
- Como sabe disso?- Perguntei. - Eu sei de muitas coisas. - Ele se gabou entrando na casa,eu apenas o segui.
Logo chegamos em um enorme quarto,avia uma grande tv,uma estante cheia de livros e cds.
- Este é seu quarto? - Perguntei, olhando em volta. - Bem legal. - Eu disse me sentando na enorme cama que avia ali.
- Gostou?. - Ele perguntou se sentado a meu lado.
- É bem legal. - Sorri,ele sorriu de volta e se deitou na cama,me deitei ao seu lado encarrando seus olhos azuis.
- O que esta pensando?. - Ele perguntou preocupado.
- Que escolher gostar de vc foi um péssimo ato que fiz. - Brinquei,Louis me encarou preocupado.
- Você gosta de mim?.
- Sim... algum problema?. - Perguntei, desta vez assustada,Louis se sentou na cama e olhou para trás vendo eu me sentar tambem..
- Eu disse que sinto algo por você,mas eu não sei se isso é bom ou ruim. - Ele desviou o olhar antes de me dizer isso.
- Ta querendo dizer que não gosta de mim? - Perguntei.
- To querendo dizer que é melhor você não gostar de mim dessa maneira,eu não sou o príncipe encantado que as garotas preocuparão.
- Você disse que me queria por perto,por que esta falando isso agora?,eu não preciso de um príncipe encantado Louis,minha vida não é um conto de fadas para eu querer um. - Eu disse um pouco irritada,Louis me olhou e riu, e então estávamos nos beijando,um beijo quente e apaixonante.
Louis se deitou por cima de mim enquanto beijava me pescoço.
A luz de outro dia nebuloso eventualmente me acordou. Eu me sentei na cama assustada vendo aquele quarto desconhecido,olhei para o lado e vi Louis me olhando confuso. Me deitei novamente na cama com a respiração pesada.
- O que foi. - Ele perguntou preocupado.
- Meu pai deve estar preocupado.
- Cara é mesmo!. - Ele disse se sentando na cama,logo em seguida olhou para o relógio. - Perdemos a escola. - Ele disse sem preocupação.
- Tudo bem. - Me sentei ao seu lado o abraçando por trás,sentindo seus pelos se erriçarem.
- Eu tinha certeza de que tinha sido um sonho. - Eu disse boba.
- Você é idiota — Ele zombou.
- Por que?.
- Um sonho é muito fraco,fala que foi é a melhor coisa do mundo,eu valo mais que isso. - Ele se gabou.
- Você é ridículo. - Ri.
- é mais você gostou do que eu fiz a 7 horas atras. - Ele disse se deitando em cima de mim de novo.
- Eu não vou fazer isso de novo. - Eu disse me levantando. - Preciso ir pra casa,e arranjar uma desculpa. - Eu disse colocando meu sutiã.
- Eu te levo pra casa. - Ele disse se levantando. - Não quer tomar um banho primeiro?. - Ele disse apontando para porta que avia em seu quarto,eu parei por um minuto e fui até ela.
Eu não me reconhecia, por dentro ou por fora. O rosto no espelho era praticamente irreconhecível, olhos brilhantes demais, pontinhos vermelhos nas maçãs do meu rosto. Tentei dar um jeito no caos emaranhado que estava o meu cabelo. Joguei água gelada no meu rosto e tentei respirar normalmente, mas sem muito sucesso. Eu dei uma corridinha de volta para o quarto.
Parecia um milagre que ele estava lá, com os braços abertos ainda esperando por mim. Ele veio me pegar, meu coração batendo erraticamente.
— Bem vinda de volta. — Ele cochichou, me pegando nos braços.
Ele me embalou por algum tempo, até que eu reparei que as suas roupas estavam trocadas, seu cabelo estava macio.
- Quando se trocou?.
- Eu me troquei no quarto dos meus pais,— Você estava profundamente adormecida, não perdi nenhum detalhe. —Seus olhos me vislumbraram. — Você começou a falar enquanto dormia. - Ele disse rindo.
Eu poderia dizer que era mentira,mais já aviam me falado isso.
Eu gemi,fazendo uma careta,Droga! ele deve me achar estranha.
— O que você ouviu?. - Seus olhos azuis encaram o chão por um minuto.
— Você disse que me amava. - Ele disse desconfortável.
— Você já sabia disso,por que esta com essa cara?. — Me sentei em seu colo.
— Foi bom ouvir, de novo. - Ele sorriu.
Eu escondi minha cabeça no ombro dele.
- Você não é nada do que as pessoas falam de você Louis.
- Espero que não conte a ninguém,nem meu melhor amigo sabe que eu tenho esse lado.
- Seu segredo esta guardado comigo. - Sorri. - Agora tenho que ir pra casa.
3 meses depois....
Eu estava deitada em minha cama,sentido o peito de Louis se mover lentamente com sua respiração. Quando ouvi a porta da sala ser aberta,eu me levantei rapidamente assim como Louis.
- Tenho que sair pela janela de novo?,da ultima vez quase quebrei a perna. -Ele choramingou.
- Claro que tem,se meu pai pegar um garoto aqui que não seja Jonathan eu to frita. - Eu disse o empurrando para a janela.
— É eu acho que você devia me apresentar ao seu pai... eu acho. - Ele disse tímido,
fazendo-me parar para olhar-lo.
— Ele já te conhece. — Eu o lembrei,descartando a outra ideia em minha mente.
— Eu quero dizer, como seu namorado. - Eu o encarei assustada.
- Não pensei que fossemos namorados... sabe,nem que você quiséssemos que fossemos.
— Não é esse o costume?,pedir permissão para poder namorar? — Ele perguntou inocentemente.
— Você esta se mostrando um não vagabundo,e tambem parece um cara da moda antiga. -
- Não é verdade,isso é obrigatório até hoje.
- é mais hoje em dia os jovem não fazem isso.
- Estou querendo fazer direito,afinal não é a primeira vez que isso acontece.
- Isso o que?.
- Vem vamos falar com ele. - Louis disse me puxando para a fora do quarto.
- Eu acho isso estranho,e se você se arrepender depois,e se ele dizer não?.
— Você vai dizer pra ele que eu sou seu namorado ou não? — Ele perguntou bravo, o fato do humor de Louis mudar rapidamente era o que me preocupava,agora ele queria que eu fizesse isso,10 minutos depois ele terminaria comigo.
— É isso que você quer ?
- Sim. - Ele disse impaciente.
— Você vai ficar? — Perguntei. — Você não vai se arrepender,não vai ir embora?
— Vou ficar até quando você me quiser. — Ele me assegurou.
— Eu sempre vou querer você. — Avisei. — Pra sempre. - Ele sorriu e me beijou.
XXX:Kóra?. - Meu pai me chamou do pé da escada,sua expressão estava confusa.
- Senhor,nós íamos falar com você agora. - Louis disse descendo as escadas.
- O que faz na minha casa?. - Meu pai disse ainda confuso.
- Eu e Kóra queremos te pedir algo. - Louis me olhou esperando que eu descesse as escadas,então logo assim fiz. - Na verdade eu quero,eu queria pedir sua permissão para que eu possa namorar a sua filha.
- Você não me parece o cara bom pra mim filha.
- Ele quis dizer,você não me parece o cara bom pra mim filha,o cara bom pra minha filha é Jonathan. - Eu disse brava.
- Ei calma. - Louis disse rindo. - Eu amo a sua filha,eu não vou fazer mal a ela. -Louis prosseguiu.
- Não vai colocar-la em encrenca?
- De jeito algum,não vou deixar nada acontecer com ela. - Louis prometeu.
- Então esta bem,eu deixo vcs.... namorarem.
Louis sorriu e me beijou,enquanto meu pai saia da sala.
- Vamos sair?. - Ele perguntou.
- Pra onde?. - Perguntei assustada.
- Não vou levar lá para pichar paredes se é isso que ta te preocupando.
- Tudo bem vou me trocar. - Eu disse subindo as escadas. Coloquei essa roupa.
(Sem o óculos,e o salto troca por um tênis.)
— Tudo bem. —Desci as escadas. — Eu estou decente.
Louis estava me esperando no pé da escada, mais próximo do que eu imaginava, e eu acabei me chocando com ele. Ele me equilibrou, me segurando cuidadosamente longe do seu corpo por alguns segundos antes de me trazer pra mais perto rapidamente.
— Errada de novo. —Ele murmurou no meu ouvido. — Você está muito indecente, ninguém devia ser tao tentadora assim, não é justo.
— Tentadora como? — Perguntei. — Eu posso me trocar...
Ele suspirou, balançando a cabeça.
—Você é tão gostosa. - Ele se aproximou me beijando,logo senti minhas pernas falharem e minha cabeça rodar. Louis me segurou e me olhou assustado.
- O que ouve?
- Você me deixou tonta. - Acusei atordoada.
— É isso que eu ganho por ser bom em tudo,as garotas caiem aos meus pés. — Ele suspirou se gabando.
- Você é muito convencido. - Eu disse rindo,quase caindo novamente.
— Você está passando mal ? — Ele perguntou, já havia me visto assim antes na primeira vez que ele avia me beijado,mais eu não avia deixado esparecer tanto.
— Não, não é o mesmo tipo de tontura de estar passando mal, eu...eu não sei o que aconteceu. — Eu balancei a cabeça pedindo desculpas. — Acho que me esqueci de respirar. - Louis riu e me guiou até a porta com cuidado,como se eu fosse um vaso raro que não pudesse se quebrar.
- Onde vai?. - Ouvi a voz de Jonathan ecoar atras de mim,me fazendo encarar-lo. - Com essa roupa?.
- Eu vou sair com Louis.
- Seu pai sabe?. - Ele disse irritado.
- Ele sabe que eu e Louis estamos juntos não precisa se preocupar.
- Tome cuidado.
- O que acha que vou fazer com ela? - Louis se intrometeu.
- Fazer ela parar na cadeia,ou pior magoar-la.
- Escuta,você quer outra sura.- Louis disse avançando nele.
- Ei Louis para e vamos logo?. - Gritei o puxando para fora de casa.
Louis me levou a um restaurante chique,naquele momento eu agradeci a mim mesma por não ter me vestido igual a uma mulambenta,nós sentamo em umas das mesas e esperamos até que algum nos atendesse.
- Nunca pensei que você seria capaz de vir a um lugar como esse. - Eu disse tímida,Louis riu.
- Tem algumas coisas sobre mim que nem eu entendo. - Ele disse segurando minha mão que estava em cima da mesa.
Depois de um tempo conversando e comendo Louis me levou para praia,já estava quase anoitecendo e o por do sol estava incrível.
Caminhamos um pouco pela praia e depois decidimos ir embora,entramos no carro e como sempre Louis ligou o rádio e acelerava mais do que o necessário,mais eu já estava me acostumando.
- Você um dia vai se meter em encrenca acelerando desse jeito. - Eu disse rindo.
- Eu sempre fiz isso e não aconteceu nada,o que iria acontecer agora?. - Quando ele disse isso ouvimos um barulho de sirene de policia. Louis olhou pra trás e depois me olhou fazendo uma careta.
- Maldita boca. - Ele disse assim que o guarda parau ao lado do carro.
Guarda:Documentos do carro.
- Então seu guarda... - Louis se interrompeu,o que me deixou preocupada. - Eu não estou com eles.
Guarda: Voces podem sair do carro por favor.
- Olha sera que pode.
Guarda:Saia do carro. - Ele o interrompeu,Louis saiu do carro bufando.
- Olha nós podemos resolver isso quanto você quer?. - Louis disse despreocupado,eu o olhei assustada,ele queria subornar o guarda?.
Guarda:Garota eu já pedi pra sair do carro. - O guarda disse a mim enquanto Louis falava coisas sobre o quanto de dinheiro o guarda iria querer.
Guarda:Anda logo com isso garota. - O Guarda disse sem paciência,mais Louis continuava falando. O guarda se afastou e pegou as algemas que estavam com ele. Ele segurou os braços do Louis pra trás o algemando.
Ele puxou Louis até o carro, e eu sai do carro vendo Louis me olhar fazendo uma careta.
- Me desculpe. - Ele disse antes de entrar no carro do policial.
Guarda:E você vai querer que eu te algeme ou vai por livre espontaria vontade?.
Eu bufei indo até o carro do policial.
- Me desculpe. - Louis disse quando fomos colocados na cela. - Voce deveria ter ouvido Jonathan.
- Louis cala boca. - Eu disse irritada.
- Seu pai vai me matar,não faz nem um dia que eu estou com voce,e voce esta na cadeia,eu não sou o cara pra voce.
- Da pra calar a boca?. - Eu disse segurando as lagrimas.
- Eu to frito,eu vou ficar aqui pra sempre,meu pai disse que mais uma que eu aprontar já era,me desculpe Kóra.
- Louis voce não vai ficar aqui,nós vamos ficar juntos,tudo bem?. - Eu disse segurando seu rosto,o fazendo me encarar.
- Eu te amo Kóra. - Ele disse finalmente depois de longos 4 meses ,eu sorriu o beijando logo depois,mais ele se distanciou. - Mais eu não sou o cara pra você. - Ele prosseguiu. - Da próxima vez escute seus amigos. - Ele disse chorando,ali eu soube que ele estava falando serio,Louis nunca avia chorado na minha frente antes.
XXX:Kóra?. - A voz do meu pai ecoou pelo corredor,logo o vi aparecer em frente a cela,o policial a abril e me tirou de lá. - Você é um cretino Tomlinson. - Meu pai gritou para ele,mais Louis continuo encarado o chão. - Não cheguei mais perto de Kóra,me ouviu?. - Dito isso ele me puxou pelo braço com força.
Continua...
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