sábado, 19 de dezembro de 2015

Imagine Louis Tomlison Lonely Girl - Parte 4

Estas alegrias violentas têm fins violentos
Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora
Que num beijo se consomem.
Romeu e Julieta, Ato II, Cena VI


Kóra On

Mas eu continuei a dirigir lentamente pela rua coberta de vegetação, virando entre as árvores que se contorciam por cima de mim como um túnel verde, vivo. Minhas mãos estavam tremendo, então eu apertei elas no volante.
Eu sabia que fazer isso era um pesadelo, agora que eu estava realmente acordada, o nada do sonho roia meus nervos, como um cão roendo um osso.
Havia uma coisa pra procurar. Inacessível e impossível, sem se importar e distraído... mas ele estava lá, em algum lugar. Eu tinha que acreditar nisso.
A outra parte era a estranha sensação de repetição que eu senti no meu dia na escola hoje, a coincidência da data. O sentimento de que eu estava recomeçando - talvez do jeito como o meu dia primeiro teria sido se eu realmente fosse a pessoa mais incomum na cafeteria naquela tarde.
Louis avia me deixado fazia umas 3 semanas,ele conseguiu sair da cadeia,mais me afastou dele tão rápido que não tive tempo pra pensar.
Ele não ia a escola fazia 2 semanas,e eu estava ficando com medo de nunca mais ver-lo.
As palavras corriam na minha cabeça, sem som, como se eu estivesse lendo elas ao invés de ouvi-las.
Será como se eu nunca tivesse existido. Me lembrei das palavras que ele disse assim que o vi na escola,eu tentei convencer-lo que ele não era uma má pessoa para mim,mais ele disse que iria embora,como se nunca tivesse existido.
Depois de duas 2 semanas aqui estou eu,dirigindo de madrugada pelas ruas,confusa e sem sono.
Eu estava esperando que déjà vu fosse a chave. Então eu estava indo para a casa dele, um lugar onde me recordava de coisas boas.
Assim que cheguei na casa vi as luzes acesas,parei em meio ao longo gramado que avia ali e observei a casa com atenção,eu podia ouvir risadas vindo de dentro delas. E então logo em seguida vi Louis sair da casa com uma expressão preocupada,era obvio que ele avia me visto de alguma janela dali.
- O que faz aqui?. - Ele perguntou se aproximando.
- Eu.... Louis temos que conversar.
- Não temos nada pra conversar.
- Louis,você ta certo,sobre tudo. - Eu disse com dificuldade,Louis franziu a testa  e abaixou a cabeça,e voltou a me olhar.
- Do que esta falando?.
- Sobre a gente. - Eu disse fria,a expressão de Louis ficou pesada mais logo voltou ao normal.
- Fico feliz que finalmente compreendeu. - Enquanto ele dizia pude perceber a dor em suas palavras,então eu sabia que ele estava mentindo,e meu plano avia funcionado,só faltava o grande final.
- Então tudo acabou aqui.... acho melhor eu ir. -Seus  olhos tentaram se acalmar enquanto eu me afastava,eu estava ansiosa para hora que ele vinhesse até mim e me beijasse.
Então andei mais cinco passos, quando o desespero me atingiu. Caramba ele não viria atrás de mim,ele era mais forte do que eu pensava.
Arisquei olhar-lo,quando finalmente entrei em meu carro,e então meu coração se quebrou quando não o vi mais ali.



...


- Acho que voce esta muito triste nessa cama,vamos sair um pouco?. - Jonathan disse enquanto entrava em meu quarto.
- Não quero sair Jonathan.
- Isso foi uma ordem. - Ele riu e andou até mim fazendo me  cocegas.- Você é linda,seu sorriso é lindo,é horrível saber que um cara idiota o tirou de você. - Ele disse meigo e então eu sorri boba.
- Brigada Jhow você é incrível. - Sorri.
- O que quer fazer?. - Ele perguntou se sentando ao meu lado.
- Você poderia me ensinar a andar na sua moto não acha?. - Rimos.
- Tudo bem,desde que você fique feliz. - Ele sorriu.
(...)


— Ok, onde é a sua embreagem?
Eu apontei para a alavanca no lado esquerdo do guidão. Soltar o apoio foi um erro. A moto pesada cambaleou embaixo de mim, ameaçando me jogar de lado. Eu agarrei o guidão de novo, tentando segurar direito.
— Jonathan, eu não vou ficar de pé — Reclamei.
— Você vai quando estiver se movendo — Ele prometeu. — Agora, onde está seu freio?
— Atrás do meu pé direito.
— Errado.
Ele agarrou minha mão direita e curvou meus dedos na alavanca em cima do regulador.
— Mas você disse...
— Esse é o freio que você quer. Não use o freio de trás agora, isso é pra depois, quando você souber o que está fazendo.
— Isso não parece certo — Eu disse suspeitosamente. — Os dois freios não são importantes?
— Esqueça o freio de trás, tá legal? Aqui — Ele agarrou sua mão na minha e me fez puxar a alavanca pra baixo. — Esse é o seu freio. Não esqueça — Ele apertou minha mão mais uma vez.
— Tá bom — Eu concordei.
—Acelerador?
Eu virei o punho direito.
—Câmbio?
Eu bati com o meu calcanhar esquerdo.
— Muito bom. Eu acho que você aprendeu todas as partes. Agora você só tem que começar a se mover.

— Uh-huh — Brinquei . 
Meu estômago estava se contorcendo de uma maneira estranha e eu achei que minha voz podia sair esganiçada. Eu estava morta de medo. Eu tentei pensar comigo mesma que o meu medo era sem motivos. Eu já havia sobrevivido á pior coisa possível. Em comparação com aquilo, porque alguma coisa devia me assustar agora? Eu devia ser capaz de olhar na cara da morte e sorrir. Okay eu exagerei um pouco.

Meu estômago não tava acreditando.
Eu olhei para a longa extensão da estrada de terra, incomodada pela grossa névoa verde que havia dos dois lados. A pista era arenosa e suja. Melhor que lama.
— Eu quero que você segure a embreagem — Jonathan instruiu.
Eu agarrei meus dedos na embreagem.

— Agora isso é crucial, Kóra — Jonathan se estressou. — Não solte isso, Ok? Eu quero que você finja que está segurando uma granada armada. O pino saiu e você está segurando o trinco.
Eu apertei com mais força.
— Bom. Você acha que consegue dar a partida?
— Se eu mover o meu pé, eu vou cair — Eu disse pra ele através de dentes trincados, meus dedos segurando a granada armada com força.
— Ok, eu faço isso. Não solte a embreagem.
Ele deu um passo pra trás, e de repente bateu seu pé no pedal. Houve um breve som de alguma coisa rasgando, e a força do seu empurrão fez a moto balançar. Eu comecei a cair de lado, mas Jonathan agarrou a moto antes que ela me derrubasse.
— Firme aí — Ele me encorajou. — Você ainda está segurando a embreagem?

— Sim — Eu disse sem fôlego.
— Segure seus pés 
- Eu vou tentar de novo — Mas ele colocou a mão na parte de trás do banco também, só pra ter certeza.
Foram mais quatro tentativas até que a ignição se ligasse. Eu podia sentir o rancor  embaixo de mim como um animal raivoso. Eu agarrei a embreagem até que meus dedos doeram.
— Tente a alavanca — Ele sugeriu. — Bem de leve. E não solte a embreagem.
Hesitantemente, eu girei a alavanca direita. Apesar de o movimento ter sido pequeno, a moto rosnou embaixo de mim. Ela parecia com raiva e faminta agora. Jonathan sorriu com profunda satisfação.
— Você lembra de como colocar na primeira marcha? — Ele perguntou.
— Sim.
— Bem, vá em frente e faça isso.
— Ok.
Ele esperou por alguns segundos.
— Pé esquerdo — Ele lembrou.
— Eu sei — Eu disse, respirando fundo.

— Você tem certeza de que quer fazer isso? — Jonathan perguntou. - Você parece assustada.
— Eu estou bem. — Eu disse brava. Eu chutei o trocador de marcha pra baixo.
— Muito bom. — Ele me parabenizou. — Agora, bem gentilmente, solte um pouco a embreagem.
Ele deu um passo pra trás se distanciando da moto.
— Você quer que eu solte a granada?. -  Eu ri debochando da sua cara. 

— É assim que você se move, Kóra. Só faça isso pouco a pouco.
Enquanto eu começava a soltar o meu aperto, eu fiquei chocada por ser interrompida por uma voz que não era a do garoto ao meu lado.
“Isso é descuidado e infantil e idiota, Kóra” a voz aveludada fumaçou.
— Oh! — Eu fiquei sem fôlego e minha mão soltou a embreagem.
A moto pulou embaixo de mim, me jogando pra frente e depois caindo no chão meio em cima de mim. O motor rosnou e depois parou de funcionar.

— Kóra? — Jonathan tirou a moto de cima de mim com facilidade. — Você está ferida?
“Eu te avisei”a voz perfeita murmurou, clara feito cristal.
— Kóra ? — Jonathan chacoalhou meu ombro.

— Eu estou bem — murmurei, confusa.
Jonathan estava me colocando de pé.
— Você bateu a cabeça? — Ele perguntou.
— Eu acho que não — eu a balancei pra frente e pra trás, checando.
— Eu não estraguei a moto, estraguei? — Isso me preocupou.
Eu estava ansiosa pra tentar de novo, imediatamente.
Ser descuidada estava funcionando melhor do que eu imaginava. Adrenalina era isso que eu queria,precisava me distrair,manter a cabeça longe. Talvez eu tivesse encontrado uma forma de gerar as alucinações - e isso era muito mais importante.
— Não. Você só afogou o motor — Jonathan disse, interrompendo minhas rápidas especulações. — Você soltou a embreagem rápido demais.
Eu balancei a cabeça.
— Vamos tentar de novo.
— Você tem certeza? — Ele perguntou.

— Absoluta.
Dessa vez eu mesma tentei dar a partida. Foi complicado; eu tive que pular um pouco pra bater no pedal com força suficiente, e toda vez que eu fazia isso, a moto tentava me derrubar. As mãos de Jonathan ficaram no guidão, prontas pra me segurar se eu caísse.
Foram várias tentativas boas, e muitas ruins, antes que o motor roncasse vindo á vida embaixo de mim.
Me lembrando de segurar a granada, eu virei a alavanca, experimentando.
Ela roncou com o menor toque. O meu sorriso imitou o de Jonathan agora.
— Vá com calma na embreagem — ele me lembrou.

“Você quer se matar então? É disso que se trata?” A outra voz falou de novo, com um tom severo.
Soltei a embreagem de vagar e então a moto acelerou.
Eu estava voando.
Havia um vento que não estava lá antes, soprando a pele do meu crânio e fazendo o meu cabelo voar pra trás com força suficiente pra fazer parecer que alguém o estava puxando.
Eu deixei o meu estômago lá no lugar de onde eu havia saído; a adrenalina passou pelo meu corpo, fazendo cócegas nas minhas veias. E então eu me senti como daquela vez que eu e Louis fugimos dos guardas por estarmos pichando a parede.
Era isso que eu queria,era isso que eu precisava,já que eu não podia o ter e sentir essa sensação eu iria atrás dela sozinha. Então senti a moto chafalhar e eu perder o controle.
— Freios, freios — Eu murmurei pra mim mesma, e eu instintivamente bati o meu pé direito, como eu faria na minha caminhonete.
A moto ficou instável de repente embaixo de mim, tremendo primeiro pra um lado e depois pro outro. Eu estava sendo arrastada para a parede verde, e eu estava indo rápido demais. Eu tentei virar o guidão para a outra direção, e a mudança repentina de peso empurrou a moto pro chão, ainda virando na direção das árvores.
A moto caiu por cima de mim, roncando alto, me jogando no chão molhado até que eu bati em alguma coisa que me fez parar. Eu não conseguia enxergar. Meu rosto estava misturado com os musgos. Eu tentei levantar minha cabeça, mas havia algo me atrapalhando.
Eu estava ofuscada e confusa. Parecia que havia três coisas rosnando - a moto em cima de mim, a voz na minha cabeça, e alguma outra coisa...
— Kóra — Jonathan gritou, e eu ouvi o motor da outra moto ser desligado.
A moto já não estava mais me prendendo no chão, e eu me virei pra respirar. Todos os rosnados ficaram silenciosos.
— Uau — Eu disse animada.  Eu estava vibrando de emoção. Tinha que ser isso, a receita para deixar Louis em paz,uma dose extra de adrenalina mais estupidez. Ou algo mais ou menos assim, de qualquer forma.
— Kóra — Jonathan estava se abaixando perto de mim ansiosamente. — Kóra, você está viva?

— Eu estou ótima! — Eu me entusiasmei. Eu flexionei meus braços e pernas. Tudo parecia estar funcionando corretamente. — Vamos fazer de novo. - Eu disse me levantando super animada.
- Não para. - Jonathan me puxou de volta. - Esta tentando se matar?. - Ele disse olhando para minha testa.
- Você está com um corte enorme na sua testa, e ele está sangrando — Ele me informou.
Eu coloquei minha mão na testa. Com certeza, ela estava molhada e grudenta. Eu não conseguia sentir o cheiro de nada além dos musgos molhados no meu rosto, e isso impediu a náusea.

— Oh, me desculpe, Jhow — Eu segurei com força no meu ferimento, como se eu pudesse empurrar o sangue de volta para a minha testa.
- Porque?. - Ele disse confuso.
- Meu pai vai te chamar de cretino tbm. - Rimos.
- Vamos fazer um curativo. - Ele disse enquanto colocava um braço pela minha cintura e me ajudava a ficar de pé.
Assim que chegamos na cozinha Jonathan me sentou em cima do balcão e pegou  uma caixinha de curativos.
Ele começou a limpar o sangue se concentrando no que fazia. Eu o encava com a boca meio aberta,eu tenho que admitir Jonathan era lindo mesmo,a maneira como ele mordia os lábios enquanto se concentrava em algo importante,ou quando seu olhos brilhavam quando me viam.
Jonathan seria o cara certo pra eu me apaixonar,mais tinha que ser logo o Louis.
- O que foi?. - Ele perguntou assim que viu o jeito que eu o olhava.
- Nada. - Engoli em seco. - Só que você é bonito,e fofo,seria um ótimo namorado. - Rimos.
- Pena que a garota que eu gosto  não viu ainda isso.
- Você gosta de alguém?. - Eu perguntei curiosa.
- é mais ela não sabe.
- Fala pra ela. - Eu disse rindo,Jonathan se manteve quieto,voltando sua atenção para meu ferimento. 
- Podemos fazer  algo amanha?. - Perguntei.
- Claro o que quer fazer?.
- Pensei em algo que envolva adrenalina. - Jonathan riu e me olhou confuso.
- Por que esta tão interessada em adrenalina agora?.
- Gostei da sensação. - Rimos.

...

3 semanas depois. 
Toda vez que eu abria os olhos para a luz da manhã e me dava conta de que havia sobrevivido a outra noite eu me surpreendia. Depois que o efeito da surpresa passava, meu coração começava a correr e as minhas palmas ficavam suadas.
Eu desci para sala procurando Jonathan mais ele não estava em lugar algum.
Eu podia sentir a preocupação de meu pai no café da manha.
- Jonathan disse que não pode vir lhe buscar hoje,e que era pra você passar na casa dele. - Quando ele disse isso senti meus muculos relaxarem,eu gostava da sensação que Jonathan me trazia e eu não queria ficar sem ele nem por 3 minutos. - Tudo bem. - Eu disse animada,vendo meu pai soltar a respiração aliviado.

Quando acabei de comer mais que depressa eu fui até a casa de Jonathan,hoje aviamos combinado que ele voltaria me ensinar a andar de moto.
Quando chegamos ao estacionamento vazio que aviamos ido a algumas semanas atras,foi que eu percebi que Jonathan estava estranho e quieto.
— Você realmente não enjoou de mim não é? — Eu perguntei com medo. Ele deve ter começado a se perguntar o quanto eu estava desesperada por companhia.
Jonathan permaneceu em silencio enquanto caminhávamos pelo estacionamento.
— Não. Ainda não.
— Por favor, me avise quando eu começar a enlouquecer os seus nervos. Eu não quero ser um incômodo.
— Ok — Ele sorriu, um som gutural. — Mas eu não seguraria o fôlego pra isso. - Seu sorriso desapareceu novamente fazendo aquele silencio tomar contada do ambiente de novo.
- Ei o que houve?. - Eu dei um soco de leve em seu abdomen o fazendo parar.
- Eu falei com Louis. - Ele disse frio,quando ele disse isso senti meu estomago embrulhar. - Eu achei que teria mais tempo,eu queria fazer isso com calma,mais... - Ele se interrompeu me deixando assustada. 
- Kóra eu quero que você escolha a mim,e não a ele. - Ele disse de uma vez.
- Que?.
- Kóra eu sou melhor que ele,eu posso te fazer mais feliz. - Ele disse se aproximando de mim,enquanto segurava minha cintura,fazendo meu corpo colar no seu.
Senti minha respiração falhar e então seus lábios encostarem nos meus. Então eu o empurrei.
- Para. - Eu disse mais como um sussurro.
- Pensei que sentisse algo por mim.
- Eu sinto,Jonathan você é meu amigo.
- Não desse jeito,eu quero você de outro jeito.
- Jonathan você não entende que eu não sinto esse tipo de atração por você. - Jonathan parou por um momento e então jogou sua moto no chão furioso.
- Ta na cara que você sente algo só não quer admitir,Kóra presta a atenção. - Ele respirou fundo. - Ele vai vim atras de você,e você tem que saber a escolha certa a se fazer.
- Jonathan me desculpe mais eu amo ele. - Eu disse assustada,Jonathan assentiu e  se virou saindo de lá.

...


Toda vez que eu abria os olhos para a luz da manhã e me dava conta de que havia sobrevivido a outra noite eu me surpreendia. Depois que o efeito da surpresa passava, meu coração começava a correr e as minhas palmas ficavam suadas; eu não conseguia realmente respirar até que me levantava e me certificava de que meu pai  havia sobrevivido também.
Eu podia dizer que ele estava preocupado - me vendo pular com qualquer som mais alto, ou observando o meu rosto ficar branco por algum motivo que ele não podia ver. Pelas perguntas que ele fazia de vez em quando, ele parecia culpar a longa ausência de Jonathan pela minha mudança.
O terror que geralmente nublava os meus pensamentos geralmente me distraía do fato de que outra semana havia passado, e Jonathan ainda não havia me ligado e com razão ele deve estar arrasado.
E eu esperei Louis vir até mim como ele avia dito,mais eu acho que ele disse aquilo para que eu confessa-se o que eu sinto por ele.
Mas e agora?, como eu seria capaz de me concentrar na minha vida normal,minhas notas estavam baixas,Louis sumiu e meu melhor amigo me odiava agora.
Eu sentia falta dele horrivelmente.
Eu já estava mal o suficiente por estar sozinha antes de estar loucamente assustada.
Agora, mais do que nunca, eu sentia falta do seu sorriso livre e das suas risadas afetuosas.

Eu me sentei em meu enorme sofá na sala ao lado do meu pai,que assistia um jogo de futebol,eu estava prestes a gritar mais minha campainha interrompeu meu pensamento.
Me levantei do sofá sonolenta e abri a porta.
Senti meu coração falhar,pirar e se destruir quando vi Louis todo encharcado da chuva, parado em minha porta.
- Podemos conversar?. - Ele disse ofegante.

Continua..








sábado, 12 de dezembro de 2015

Imagine Louis Tomlison Lonely Girl - Parte 3



Eu sinto as ondas começando
É uma agitação aqui dentro, eu não posso controlar
Seus olhos continuam me puxando
Eu sei, eu sei, eu sei
Todos os seus amigos estão falando sobre mim
Eles dizem que eu não tenho chance nenhuma
Mas o seu fogo está queimando lá no fundo
Na minha alma, minha alma. - One Direction- Wolves.




No dia seguinte....


Na manha seguinte passei o tempo todo na escola com Jonathan e os meninos,Louis não avia ido a escola o que me pareceu meio estranho.

Jonathan não desgrudou de mim nem um segundo,eu sei que ele estava com medo de que Louis aparecesse do nada e me levasse para longe,e era exatamente isso que eu queria,mas meu desejo não seria atendido naquela manha.

A manha se passou devagar. Eu estava impaciente pra ver Louis,eu tinha certeza que ele iria aparecer em algum lugar,então estava ansiosa para que isso acontece logo.

Quando finalmente a escola acabou fui até o estacionamento. Caminhei devagar até meu carro enquanto encarava o chão sem animo algum.
Assim que olhei para frente é vi Louis encostado em meu carro com um sorriso no rosto,sorri animada sentindo meu coração saltar.
- O que houve?. - Perguntei a ele,enquanto me aproximava. 
- Eu tinha umas coisas para resolver. - Ele disse despreocupado.
- Você não acha que você falta demais?. -  Disse rapidamente antes dele me puxar para um longo beijo.
- A escola é uma droga,eu só vou pra não ficar ouvindo meu pai falar depois. - Ele disse depois de se afastar. - Mas agora eu vou te levar pra um lugar,porque eu passei a manha toda longe de você. -  Ele sorriu envolvendo suas mãos em volta da minha cintura enquanto me beijava novamente,e eu realmente estava adorando aquilo.
Eu subi minhas mãos até seus ombros as fechando para esconder o suor nelas,eu tentava fortemente manter minhas pernas firmes enquanto meus lábios encostavam nos seus ,mais estava difícil de esconder o quanto eu estava boba.
- Não vamos pichar paredes de novo?. - Eu disse rindo tentando aliviar minha tensão, Louis deu uma gargalhada jogando a cabeça pra trás,fazendo eu me sentir a pessoa mais engraçada da face da terra.
Louis me puxou para dentro de meu carro e ligou o som alto,fazendo todos do estacionamento nós olharem. Ele  disparou com o carro pelas ruas,me deixando um pouco assustada.
- Não acha que esta indo rápido demais?,tem neve na pista. - Ele fez uma carreta e então diminuiu a velocidade... Logo estavam em frente de uma enorme casa.
- Vamos. - Ele disse saindo de dentro do carro.
- Aqui é sua casa?. - Perguntei..
- Quando seus amigos disseram. Louis é um vagabundo sustentado pelos pais,o que você pensou?.
- Como sabe disso?- Perguntei. - Eu sei de muitas coisas. - Ele se gabou entrando na casa,eu apenas o segui.
Logo chegamos em um enorme quarto,avia uma grande tv,uma estante cheia de livros e cds.
- Este é seu quarto? - Perguntei, olhando em volta. - Bem legal. - Eu disse me sentando na enorme cama que avia ali.
- Gostou?. - Ele perguntou se sentado a meu lado.
- É bem  legal. - Sorri,ele sorriu de volta e se deitou na cama,me deitei ao seu lado encarrando seus olhos azuis. 
- O que esta pensando?.  - Ele perguntou preocupado.
- Que escolher gostar de vc foi um péssimo ato que fiz. - Brinquei,Louis me encarou preocupado.
- Você  gosta de mim?.
- Sim... algum problema?. - Perguntei, desta vez assustada,Louis se sentou na cama e olhou para trás vendo eu me sentar tambem..
- Eu disse que sinto algo por você,mas eu não sei se isso é bom ou ruim. - Ele desviou o olhar antes de me dizer isso.
- Ta querendo dizer que não gosta de mim? - Perguntei.
- To querendo dizer que é melhor você não gostar de mim dessa maneira,eu não sou o príncipe encantado que as garotas preocuparão.
- Você disse que me queria por perto,por que esta falando isso agora?,eu não preciso de um príncipe encantado Louis,minha vida não é um conto de fadas para eu querer um. - Eu disse um pouco irritada,Louis me olhou e riu, e então estávamos nos beijando,um beijo quente e apaixonante.
Louis se deitou por cima de mim enquanto beijava me pescoço.


A luz de outro dia nebuloso eventualmente me acordou. Eu  me sentei na cama assustada vendo aquele quarto desconhecido,olhei para o lado e vi Louis me olhando confuso. Me deitei novamente na cama com a respiração pesada.

- O que foi. - Ele perguntou preocupado.
- Meu pai deve estar preocupado.
- Cara é mesmo!. - Ele disse se sentando na cama,logo em seguida olhou para o relógio. - Perdemos a escola. - Ele disse sem preocupação.
- Tudo bem. - Me sentei ao seu lado o abraçando por trás,sentindo seus pelos se erriçarem.
- Eu tinha certeza de que tinha sido um sonho. - Eu disse boba.
- Você é idiota — Ele zombou.
- Por que?.
-  Um sonho é muito fraco,fala que foi é a melhor coisa do mundo,eu valo mais que isso. - Ele se gabou.
Você é ridículo. - Ri.
- é mais você gostou do que eu fiz a 7 horas atras. - Ele disse se deitando em cima de  mim de novo.
- Eu não vou fazer isso de novo. - Eu disse me levantando. - Preciso ir pra casa,e arranjar uma desculpa. - Eu disse colocando meu sutiã.
- Eu te levo pra casa. - Ele disse se levantando. - Não quer tomar um banho primeiro?. - Ele disse apontando para porta que avia em seu quarto,eu parei por um minuto e fui até ela.

Eu não me reconhecia, por dentro ou por fora. O rosto no espelho era praticamente irreconhecível, olhos brilhantes demais, pontinhos vermelhos nas maçãs do meu rosto. Tentei dar um jeito no caos emaranhado que estava o meu cabelo. Joguei água gelada no meu rosto e tentei respirar normalmente, mas sem muito sucesso. Eu dei uma corridinha de volta para o  quarto.

Parecia um milagre que ele estava lá, com os braços abertos ainda esperando por mim. Ele veio me pegar, meu coração batendo erraticamente.
— Bem vinda de volta. — Ele cochichou, me pegando nos braços.
Ele me embalou por algum tempo, até que eu reparei que as suas roupas estavam trocadas, seu cabelo estava macio.
- Quando se trocou?.
- Eu me troquei no quarto dos meus pais,— Você estava profundamente adormecida, não perdi nenhum detalhe. —Seus olhos me vislumbraram. — Você  começou a falar enquanto dormia. - Ele disse rindo.
Eu poderia dizer que era mentira,mais já aviam me falado isso.
Eu gemi,fazendo uma careta,Droga! ele deve me achar estranha.
— O que você ouviu?. - Seus olhos azuis encaram o chão por um minuto.
— Você disse que me amava. - Ele disse desconfortável.
— Você já sabia disso,por que esta com essa cara?. — Me sentei em seu colo.
— Foi bom ouvir, de novo. - Ele sorriu.
Eu escondi minha cabeça no ombro dele.
Você não é nada do que as pessoas falam de você Louis.
- Espero que não conte a ninguém,nem meu melhor amigo sabe que eu tenho esse lado.
- Seu segredo esta guardado comigo. - Sorri. - Agora tenho que ir pra casa.

3 meses depois....


Eu estava deitada em minha cama,sentido o peito de Louis se mover lentamente com sua respiração. Quando ouvi a porta da sala ser aberta,eu me levantei rapidamente assim como Louis.
- Tenho que sair pela janela de novo?,da ultima vez quase quebrei a perna. -Ele choramingou.
- Claro que tem,se meu pai pegar um garoto aqui que não seja Jonathan eu to frita. - Eu disse o empurrando para a janela.
— É eu acho que você devia me apresentar ao seu pai... eu acho. - Ele disse tímido,
fazendo-me parar para olhar-lo.
— Ele já te conhece. — Eu o lembrei,descartando a outra ideia em minha mente.
— Eu quero dizer, como seu namorado. - Eu o encarei  assustada.
- Não pensei que fossemos namorados... sabe,nem que você quiséssemos que fossemos.
— Não é esse o costume?,pedir permissão para poder namorar? — Ele perguntou inocentemente.
— Você esta se mostrando um não vagabundo,e tambem parece um cara da moda antiga. -  
- Não é verdade,isso é obrigatório até hoje.
- é mais hoje em dia os jovem não fazem isso.
- Estou querendo fazer direito,afinal não é a primeira vez que isso acontece.
- Isso o que?. 
- Vem vamos falar com ele. - Louis disse me puxando para a fora do quarto.
- Eu acho isso estranho,e se você se arrepender depois,e se ele dizer não?.
— Você vai dizer pra ele que eu sou seu namorado ou não? — Ele perguntou bravo, o fato do humor de Louis mudar rapidamente era o que me preocupava,agora ele queria que eu fizesse isso,10 minutos depois ele terminaria comigo.
— É isso que você quer ?
- Sim. - Ele disse impaciente.
— Você vai ficar? — Perguntei. — Você não vai se arrepender,não vai ir embora?
— Vou ficar até quando você me quiser. — Ele me assegurou.
— Eu sempre vou querer você. — Avisei. — Pra sempre. - Ele sorriu e me beijou.
XXX:Kóra?. - Meu pai me chamou do pé da escada,sua expressão estava confusa.
- Senhor,nós íamos falar com você agora. - Louis disse descendo as escadas.
- O que faz na minha casa?. - Meu pai disse ainda confuso.
- Eu e Kóra queremos te pedir algo. - Louis me olhou esperando que eu descesse as escadas,então logo assim fiz. - Na verdade eu quero,eu queria pedir sua permissão  para que eu possa namorar a sua filha.
Você não me parece o cara bom pra mim filha.
- Ele quis dizer,você não me parece o cara bom pra mim filha,o cara bom pra minha filha é Jonathan. -  Eu disse brava.
- Ei calma. - Louis disse rindo. - Eu amo a sua filha,eu não vou fazer mal a ela. -Louis prosseguiu.
- Não vai colocar-la em encrenca?
- De jeito algum,não vou deixar nada acontecer com ela. - Louis prometeu.
- Então esta bem,eu deixo vcs.... namorarem.
 Louis sorriu e me beijou,enquanto meu pai saia da sala.
- Vamos sair?. - Ele perguntou.
- Pra onde?. - Perguntei assustada.
- Não vou levar lá para pichar paredes se é isso que ta te preocupando.
- Tudo bem vou me trocar. - Eu disse  subindo as escadas. Coloquei essa roupa.






(Sem o óculos,e o salto troca por um tênis.)





— Tudo bem. —Desci as escadas. — Eu estou decente.
Louis  estava me esperando no pé da escada, mais próximo do que eu imaginava, e eu acabei me chocando com ele. Ele me equilibrou, me segurando cuidadosamente longe do seu corpo por alguns segundos antes de me trazer pra mais perto rapidamente.
— Errada de novo. —Ele murmurou no meu ouvido. — Você está muito indecente, ninguém devia ser tao tentadora assim, não é justo.
— Tentadora como? — Perguntei. — Eu posso me trocar...
Ele suspirou, balançando a cabeça.
—Você é tão gostosa. - Ele se aproximou me beijando,logo senti minhas pernas falharem e minha cabeça rodar. Louis me segurou e me olhou assustado.
- O que ouve?
Você me deixou tonta. - Acusei atordoada.
— É isso que eu ganho por ser bom em tudo,as garotas caiem aos meus pés. — Ele suspirou se gabando.
- Você é muito convencido. - Eu disse rindo,quase caindo novamente.
— Você está passando mal ? — Ele perguntou, já havia me visto assim antes na primeira vez que ele avia me beijado,mais eu não avia deixado esparecer tanto.
— Não, não é o mesmo tipo de tontura de estar passando mal, eu...eu não sei o que aconteceu. — Eu balancei a cabeça pedindo desculpas. — Acho que me esqueci de respirar. - Louis riu e me guiou até a porta com cuidado,como se eu fosse um vaso raro que não pudesse se quebrar.
- Onde vai?. - Ouvi a voz de Jonathan ecoar atras de mim,me fazendo encarar-lo. - Com essa roupa?.
- Eu vou sair com Louis.
- Seu pai sabe?. - Ele disse irritado.
- Ele sabe que eu e Louis estamos juntos não precisa se preocupar.
-  Tome cuidado.
- O que acha que vou fazer com ela? - Louis se intrometeu.
- Fazer ela parar na cadeia,ou pior magoar-la.
- Escuta,você quer outra sura.- Louis disse avançando nele.
- Ei Louis para e vamos logo?. - Gritei o puxando para fora de casa.


Louis me levou a um restaurante chique,naquele momento eu agradeci a mim mesma por não ter me vestido igual a uma mulambenta,nós sentamo em umas das mesas e esperamos até que algum nos atendesse.
- Nunca pensei que você seria capaz de vir a um lugar como esse. - Eu disse tímida,Louis riu.
- Tem algumas coisas sobre mim que nem eu entendo. - Ele disse segurando minha mão que estava em cima da mesa.
Depois de um tempo conversando e comendo Louis me levou para praia,já estava quase anoitecendo e o por do sol estava incrível.
Caminhamos um pouco pela praia e depois decidimos ir embora,entramos no carro e como sempre Louis ligou o rádio e acelerava mais do que o necessário,mais eu já estava me acostumando.
- Você um dia vai se meter em encrenca acelerando desse jeito. - Eu disse rindo.
- Eu sempre fiz isso e não aconteceu nada,o que iria acontecer agora?. - Quando ele disse isso ouvimos um barulho de sirene de policia. Louis olhou pra trás e depois me olhou fazendo uma careta.


- Maldita boca. - Ele disse assim que o guarda parau ao lado do carro.

Guarda:Documentos do carro.
- Então seu guarda... - Louis se interrompeu,o que me deixou preocupada. - Eu não estou com eles.
Guarda: Voces podem sair do carro por favor.
- Olha sera que pode.
Guarda:Saia do carro. - Ele o interrompeu,Louis saiu do carro bufando.
- Olha nós podemos resolver isso quanto você quer?. - Louis disse despreocupado,eu o olhei assustada,ele queria subornar o guarda?.
Guarda:Garota eu já pedi pra sair do carro. - O guarda disse a mim enquanto Louis falava coisas sobre o quanto de dinheiro o guarda iria querer.


 Guarda:Anda logo com isso garota. - O  Guarda disse sem paciência,mais Louis continuava falando. O guarda se afastou e pegou as algemas que estavam com ele. Ele segurou os braços do Louis pra trás o algemando.

 Ele puxou Louis até o carro, e eu sai do carro vendo Louis me olhar fazendo uma careta.


- Me desculpe. - Ele disse antes de entrar no carro do policial.

Guarda:E você vai querer que eu te algeme ou vai por livre espontaria vontade?.
 Eu bufei indo até o carro do policial.


- Me desculpe. - Louis disse quando fomos colocados na cela. - Voce deveria ter ouvido Jonathan.
- Louis cala boca. - Eu disse irritada.
- Seu pai vai me matar,não faz nem um dia que eu estou com voce,e voce esta na cadeia,eu não sou o cara pra voce.
- Da pra calar a boca?. - Eu disse segurando as lagrimas.
- Eu to frito,eu vou ficar aqui pra sempre,meu pai disse que mais uma que eu aprontar já era,me desculpe Kóra.
- Louis voce não vai ficar aqui,nós vamos ficar juntos,tudo bem?. - Eu disse segurando seu rosto,o fazendo me encarar.
- Eu te amo Kóra. - Ele disse finalmente depois de longos 4 meses ,eu sorriu o beijando logo depois,mais ele se distanciou. - Mais eu não sou o cara pra você. - Ele prosseguiu. - Da próxima vez escute seus amigos. - Ele disse chorando,ali eu soube que ele estava falando serio,Louis nunca avia chorado na minha frente antes.
XXX:Kóra?. - A voz do meu pai ecoou pelo corredor,logo o vi aparecer em frente a cela,o policial a abril e me tirou de lá. - Você é um cretino Tomlinson. - Meu pai gritou para ele,mais Louis continuo encarado o chão. - Não cheguei mais perto de Kóra,me ouviu?. - Dito isso ele me puxou pelo braço com força.

Continua...