segunda-feira, 4 de julho de 2016

Imagine Harry Styles - Remember Me. Parte 1.





Esse imagine é dedicado a minha música favorita cantado pelo Onerepublic.
Leia ouvindo essa música se você quiser.
Link do video: Won't Stop





Agora eu olhei fixamente em você através do quarto.

Ate ambos meus olhos serem amortecidos.
Eu estava agitado.
Eu estava sem sorte.
Agora eu estou tao contente que eu esperei.
Bem,você estava quase la.
Quase minha.
Dizendo que o amor não é justo,mas eu estou indo bem?.
Porque eu juro que é você,porque eu juro que é você.
Porque eu juro que é você que eu esperei.
Porque eu juro que é você,porque eu juro que é você por quem meu coração bate. E não vai parar.

Eu sabia que eu deveria ter voltado para minha cama!

Eu sabia que deveria ter voltado para minha cama assim que toquei meus pés no chão gelado,quando o cansaço me atingiu,quando tive que passar vinte minutos naquela fila de ônibus ou quando aquele assistente idiota do meu chefe derramou cafe acidentalmente em cima de mim.
Eu deveria ter ficado na minha cama!
- Sofia,eu sinto muito. - Tyler,"o assistente" do meu chefe,pegou um papel toalha e tentou limpar minha blusa. 
- Tyler,tudo bem. - Afastei sua mão,tentando parecer calma. Eu já estava no limite,estava prestes a explodir.
 - E agora sua blusa! Tira,deixa que eu coloco pra lavar. 
- Tirar?! - Aumentei um pouco a voz. - E vou ficar só de sutiã?. - Tyler ficou vermelho. 
- Hmm e agora? - Bufei.
 - Sra Smoak,o que esta a vendo aqui? - Carlos,meu chefe,parou ao meu lado. - Onde esta o relatório que eu lhe pedi? - Ele me olhou furioso,então seu olhar desceu para minha blusa branca,agora manchada de cafe. - O que houve com a senhorita? 
- Tyler. - Suspirei. - Derramou café em mim. 
- Sinto muito mais preciso dos relatórios agora! - Ele ordenou. Naquele momento eu quis ir até minha mesa e jogar todos aqueles papeis na cara dele. 
- Foda-se seus relatórios!. - Gritei. - Eu não acredito que eu ainda estou aqui. - Andei até minha mesa e peguei minha bolsa. 
- Senhorita se seu dia não esta sendo como você esperava,eu não posso fazer nada. 
- Olha cansei... eu me demito!  - Eu disse. Todos no escritório me olharam surpresos. 
- Sra  Smoak . - Carlos me olhou furioso. 
Caminhei até a porta e sai de lá,me sentindo aliviada. 
Eu sei o que você deve estar pensando... Você é louca? Você se demitiu. 

Na verdade eu já iria fazer isso,hoje eu só estava no limite e tive coragem para fazer isso. Mas aquilo era horrível,eu tinha que admitir... eu tinha que pagar minha contas que estavam atrasadas. Mas agora eu não iria voltar atrás.



 Assim que cheguei em casa me desesperei mais ainda. Eu estava precisando de uma empregada. Eu teria que dar um jeito naquela bagunça. Todas as minhas roupas estavam espalhadas pela casa,nos moveis,no chão... Revistas jogadas por toda a sala,pratos e copos na pia e na mesa... 
Parecia que um furacão tinha passado ali,mas eu não tinha tempo de arrumar nada ultimamente. Olhei para a escrivaninha ao lado da porta onde estavam as contas. Tirei meu casaco e sapatos e os joguei em algum canto da sala,enquanto ia para a cozinha e abria o freezer. Peguei um pedaço de pizza fria e coloquei no micro-ondas. 
 Enquanto minha comida esquentava me joguei no sofá olhando todas as correspondências. Passei pela conta de luz,de água,algumas propagandas de revistas até chegar em uma que me chamou a atenção. "Carta de Despejo". A palavra estava escrita bem grande no papel.
 - O que? - Franzi a testa, e abri a carta. 

"Sra Smoak,você tem 1 semana para deixar o seu apartamento ou me paguei até terça. PS. José."


Me levantei imediatamente do sofá e sai para fora. Desci até o saguão do apartamento e encontrei Seu José na portaria,tomando tranquilamente seu café.

 - O que significa isso? - Perguntei a ele,lhe mostrando a carta.
 - Uma carta de despejo,senhorita.
 - Uma carta de despejo. – Repeti como uma boba.
 - Sim,seu aluguel está atrasado 4 meses. O contrato diz claramente  você pode atrasar o pagamento até 2 meses. 
 - Me de um tempo até eu receber meu pagamento... - Hesitei. 
Droga,eu tinha me demitido!
- Sinto muito senhorita. - Jose me olhou com pena. - Você tem uma semana. 
- Tudo bem. - Falei e subi para meu apartamento. 
O que eu faria agora?!

Assim que cheguei em meu apartamento me joguei no sofa e vi meu telefone tocar. Suspirei e o peguei.
- Alô.- Eu disse desanimada.
 - Sofia? - Um voz feminina disse do outro lado. Logo a reconheci.
 - Mãe.
 - O que houve? Você não liga mais.
 - Tenho andado meio ocupada. - Suspirei. 
- Sim claro,você vive ocupada agora não é? - tinha um pouco de irônia em sua voz. 
- Mãe. - Choraminguei. 
- Calma vou ser rápida. Não se esqueça que eu e seu pai queremos que você esteja aqui no feriado da pascoa,você nao veio da ultima vez. 
- Tudo bem mãe... eu vou estar ai.
 - Ótimo... e como está ai? - Suspirei. 
- Nada bem... eu me demiti. 
- Por quê?
- Estava ficando enjoada daquilo.
 - Sempre que ficar enjoada de um emprego vai se demitir?. 
- Mãe. - Disse desta vez mais irritada. 
- Tudo bem,conversamos sobre isso no final de semana. 
- Você se importa se eu for ai amanhã?
- Hmm,o que mais aconteceu ai,Sofia? 
- Bom... eu meio que estou sendo despejada...
 - Pode passar um tempo aqui se quiser  Sabe que essa sempre sera sua casa. 
- Sim... Bom conversamos amanhã. - Desliguei.

Me levantei do sofá e fui ate meu micro- ondas,peguei o pedaço de pizza. Quando acabei,resolvi finalmente limpar aquele apartamento,demorou um pouco mais acabei.


 No dia seguimte eu iria para casa dos meu pais então fiz as malas. Meus pais moravam do outro lado da cidade e fiquei feliz de voltar para la,já fazia algum tempo que eu não ia para lá... 
Tudo devia ter mudado... 

 Na manha seguinte,pedi para que Jose me ajudasse a colocar todas as malas no táxi. 
 - Obrigada,Jose. - Eu disse, entrando no carro.
 - Para onde senhorita? - O motorista perguntou.
 - Disponha Senhorita, Sofia. - Jose se afastou do carro. 
 - Para essa rua por favor. - Entreguei um papelzinho com o endereço para o motorista. 



 Nao demorou muito para chegar... Quando o carro parou em frente de casa vi meu pai em frente de casa mexendo em seu Ford 1949. 
Assim que me viu, ele abriu um enorme sorrido. 
- Querida! - Ele limpou as mãos sujas de graça e veio até mim. Enquanto o motorista tirava as malas do porta malas. Meu pai envolveu seus braços em volta de mim fortemente. Dificultando minha respiração. - Fico feliz que esteja bem. - Ele se afastou. 
- Senti saudade. - Sorri. 
- Senhorita? - O motorista me olhou meio impaciente. Enfiei a mão em meu bolso e lhe paguei o que deveria. Meu pai me ajudou a levar as malas para dentro.


 O lugar ainda estava como antes. O corredor e a escada estavam do mesmo jeito... é claro que estaria né... - Onde está a mamãe? - Desci o degrau da entrada,entrando na sala.
 - Está na cozinha com, Anne. - Meu pai colocou as malas em frente a escada. 
- Anne? – Franzi a testa. 
- Anne nossa vizinha. - Respondeu. Balancei a cabeça ainda confusa.  - Mãe de Harry. Se esqueceu do Harry? Vocês eram melhores amigos quando crianças. 
- Querida! - Minha mãe entrou na sala,bem animada,e me deu um abraço bem forte. - Querida senti tanto sua falta. 
 - Tambem senti. - Me afastei dela. 
Atrás dela avistei uma mulher bonita. Seus cabelos eram escuros,sua pele era bronzeada,seus olhos eram verdes e seu sorriso era encantador. 
- Olá. - Sorri educadamente.
 - Não se lembra de mim? - Ela perguntou. Olhei para trás,para minha mãe e para meu pai e depois para a mulher. - Anne,mãe do Harry,sim me lembro. - Sorri. 
- Você está linda. - Ela sorriu.
 - Obrigada. - Sorri também. - Bom,acho que já vou para meu quarto. 
- Ah,está no mesmo lugar de antes. - Minha mãe disse enquanto eu ia até a escada. 
- Pode deixar,eu sei o caminho. - Peguei minhas malas e subi a escada. 
 O quarto estava exatamente como eu havia deixado. A cama estava ao lado direito da porta,bem ao lado havia uma janela e na frente da cama,  uma estante , uma tv e outra janela,que dava uma boa vista para a rua. 
- Espero que fique confortável. - Meu pai disse colocando as malas no chão. Larguei minhas malas na cama e me sentei nela.
 - Obrigada. - Sorri.
 - Fique  avontade,querida. - Ele beijou minha testa e saiu. 
Fechei a porta e suspirei aliviada. 

Quando terminei de arrumar tudo no seu devido lugar,resolvi descer um pouco para a sala.


 
A mesma estava vázia, mas o cheiro bom de comida estava na casa toda. Segui pelo corredor e encontrei minha mãe e Anne na cozinha conversando. Tinha uma garota sentada no balcão da cozinha rindo com elas. Percebi também um cachorro deitado no chão. Um labrador. 
Ele eu reconheci,eram Storm meu cachorro de infância. O cachorro levantou a cabeça e latiu enquanto corria até mim. Sorri e me abaixei o abraçando.
 - Que saudade de você. - Storm latiu novamente balançando o rabo. 
Pus- me de pé novamente e olhei para as mulheres que me olhavam sorrindo. A garota desceu do balcão e veio ate mim. 
- Quanto tempo. - Ela me abraçou gentilmente,depois se afastou. - Se lembra de mim não é? Sou Gemma,filha da Anne,irma do Harry.
 - Sim me lembro. - Sorri. Já tinha  um tempo que eu não via todos ali,Gemma ainda estava a mesma,linda como sempre. Eu me lembrava que Harry era meu melhor amigo,mas eu me mudei e nunca mais nos falamos e para ser sincera eu estava ansiosa para rever Harry.
 Tinhamos 18 anos quando me mudei,agora ele devia estar com 22 assim como eu. 
- O que estão fazendo? - Perguntei,me aproximando de Anne e minha mãe.
 - Vamos fazer um jantar de comemoração. 
- Comemoração? Por que?
- Porque você voltou. 
- Mãe. - Suspirei. - Não precisava. 
- Claro que precisava,wuerida. Sabe quanto tempo não nos vemos? - Ela perguntou. Storm latiu e pulou em mim. Olhei para ele confusa e depois para minha mãe. - Acho que ele quer sair. 
-É seria uma boa ideia. Não é Storm? - Olhei para ele. - Vou levar ele pra passear. 




 Assim que passei pela porta com Storm ele começou a me puxar pela rua. Tropecei algumas vezes nos meus próprios pés,mais logo consegui andar normalmente de novo. 
Andei quatro quarterões com ele. Nada ali tinha mudado. Bom,haviam se passado quatro anos desde que eu não ai pra casa,mas pensei que teria algo de diferente... 

Puxei Storm pela coleira voltando para casa.  Não estávamos muito longe agora,apenas a cinco casas de distancia quando Storm latiu e puxou a coleira novamente. Fui jogada brutalmente para frente. Meu corpo se chocou contra alguma coisa,logo em seguida cai no chão. 
Pensei que o chão fosse mais duro!


Entao percebi que eu estava em cima de alguém. Um homem.
 - Ai meu Deus, me desculpe!  - Eu disse desesperada, tentando me levar. Storm parou do nosso lado e se sentou. 
- Tudo bem. - O homem disse. 
- Ta tudo bem? Eu te machuquei? - Olhei para cima,para o homem. 
Nossos olhos se cruzaram e senti todos meus ossos virarem pó. Seus olhos verdes me deixaram inquieta. Eu conhecia aqueles olhos. Senti um tipo de déjá vi quando o fitei. As mãos dos homem apertaram minha cintura gentilmente,e minha mão em seu peito subia e descia devido a sua respiração ofegante. Estávamos tão próximos, tão próximos que podíamos...
 Hein? No que eu estava pensando Sofia? 
Pisquei e me sentei no chão. O garoto permaneceu imoveu,então piscou e se levantou,me ajudando a levantar também. 
- Desculpe. - Ele disse transtornado.
 - Estou bem,me desculpe mesmo. - Me abaixei pegando a coleira de Storm,que ainda estava sentado no chão. Encarei o garoto novamente,ele ainda parecia confuso e assustado. 
 - Ah,meu Deus você ta ferida. - Ele se aproximou preocupado. Franzi a testa e tentei ver o que estava machucado,mas não achei nada. O garoto tocou minha testa delicadamente. 
Então senti algo quente escorrer pela minha testa,aproximei minha mão do local e vi meu dedo com um pouco de sangue. 
- Droga! - Eu disse irritada. 
- Quer que eu te leve ao hospital? -  Ele perguntou.
- Não,minha casa é logo ali,eu posso cuidar disso,obrigada. - Me afastei dele.
 O garoto me seguiu até minha casa. 
 Assim que cheguei na porta,ele me olhou confuso. 
- Você mora ai? - Ele perguntou. 
- Sim por quê? - Olhei para ele confusa,abrindo a porta. 
- Eu... 
- Querida o que houve - Minha mãe apareceu na sala me olhando assustada.
 - Storm me derrubou. - Me sentei no sofá. 
Minha mãe veio até mim e tocou minha testa.
 - Hmm,não vai precisar de pontos,vou pegar o curativo. 
- Harry, tudo bem?- Anne perguntou ao garoto,me fazendo perceber sua presença ali. 
- Sim. - Harry disse. - Foi um acidente,Storm derrubou ela e nos esbarramos na rua. - Ele se aproximou.
 - Harry?  - Olhei para ele meio sonolenta.
 - Sofia. - Ele sorriu mostrando suas covinhas. Senti o ar fugir.
 - Quanto tempo. 
- Bom,faz um tempinho mesmo.
 - Aqui esta! - Minha mãe entrou na sala com uma caixinha de curativos.
 Quando ela acabou de fazer o curativo,me recostei no sofá e suspirei. O tombo nem havia sido ta feio assim,então porque todo meu corpo doía? 
Harry ainda esta ali em pé,meu olhando curioso. 
- Esta com fome? - Minha mãe perguntou. 
- Claro que tô. - Sorri,me levantando do sofá.



Minha mãe colocou a mesa e fomos todos para a mesma. Harry se sentou a minha frente e me olhava curioso algumas vezes.
 - Então Sofia,pretende ficar muito tempo? - Gemma perguntou. 
- Bom,as coisa estão meio dificies. Eu fui demitida,e fui despejada do meu apartamento,mas eu espero não ficar muito. Não quero pertubar meus pais de novo. - Eu ri. Harry me olhou meio triste,depois voltou olhar para seu prato.
 - Que isso queria,você não vai nos atrapalhar. - Meu pai disse. 
- Eu sei... Mas sou independente agora,pai. 
- Você e esse negocio de idenpendência. - Minha mãe resmungou. - Se eu pudesse, não teria te deixado sair de casa. 
- Mães. - Eu disse revirando os olhos. Todos riram. - Mas eu pretendo me mudar logo. - Eu disse. - Mas estou feliz em rever todos. 
Ja fazia algum tempo que eu não os via. 
- Sim. - Anne sorriu. - Pensei que não se lembraria da gente. 
- Claro que eu iria me lembrar de vocês.
 - Me lembro que você e Harry eram melhores amigos,não se desgrudavam por nada. - Minha mãe disse. Olhei para ele e o vi sorrir para mim. Meu ar sumiu novamente.
 - Me lembro disso. - Eu disse. 
- Faz um bom tempo. - Harry disse. 

 Quando todos acabaram. Anne e minha mãe ficaram na sala conversando,enquanto meu pai assistia o jogo de basebol. Gemma foi para casa pois estava cansada e Harry me chamou para andar um pouco.
 - Então. - Eu disse enquanto andávamos pela rua. O céu azul escuro estava cheio de estrelas e a lua brilhava la em cima. - Aconteceu alguma coisa aqui depois que eu fui embora?
- Não muita coisa... - Ele olhou para o chão. - Mas eu senti sua falta. - Ele sorriu e olhou para mim,sorri também. - Me lembro das coisas que nos aprontamos quando eramos criança.
 - Como quando cabulamos aula e fomos para o parque e nossos pais descobriram, então inventamos de jungir,porque estávamos morrendo de medo. - Lembrei. Rimos. 
- Ou daquela vez que colocamos pó de mico nas roupas da professora - Eu disse. Harry gargalhou.
 - Aquilo foi muito engraçado. - Ele voltou a olhar para o chão,assim que paramos em frente da minha casa. - Me parece que você mudou um pouco. - Ele me olhou serio. 
- Ainda sou a mesma,só que crescida. 
- Só que um pouco fria. 
- Fria? - Rimos.
 - E que você não se parece mais com aquela garotinha. - Ele sorriu. Voltámos a caminhar de volta para casa.


Nesse tempo em silêncio fiquei pensando no que havia de errado comigo. Eu era a mesma de sempre.

Sim claro! Só que super materialista,ocupada,solitária e as vezes um pouco fria. 

- Otimo! - Uma voz abafada disse do outro lado da porta,quando paramos na varanda da frente  Logo a porta foi aberta,Anne e minha mãe nos olharam surpresas. 
- Até amanha, querida. - Anne me beijou na bochecha. 
- Até amanhã. - Sorri.
 - Até amanhã. - Harry sorriu e beijou minha bochecha. Senti o local começar a pinicar. 
- Até amanhã. - Eu disse. Os dois se afastaram e eu entrei em casa. - Vou para meu quarto. - Eu disse para minha mãe. 
- Boa noite, querida. - Ela disse se sentando no sofá. 
- Boa noite,filha. - Meu pai disse. 
- Boa noite. - Eu disse subindo as escadas. 

Entrei no banheiro e tomei um banho. Depois fui para meu quarto e coloquei meu pijama. Naquela noite tive um sonho estranho. Por alguma razão sonhei com Harry.



Nos estávamos em meu antigo apartamento,estávamos deitados no sofá enquanto assistíamos a um filme e apenas isso. O sonho me pareceu mais uma lembrança do que um sonho.
Ali,deitada no colo dele. Eu me senti feliz,calma. Não me sentia solitária e nem triste.



 Depois daquilo, quando acordei, fiquei confusa. Eu sabia que era apenas um sonho,mas aquela sebsação de déjá vi quando pensava no sonho me atingia. Fazia sentido,eramos melhores amigos,aquilo já tinha acontecido.



 Mais tarde,quando resolvi descer para a sala a casa estava vázia. Tomei meu café e depois sai para fora. Meu pai estava mexendo em seu carro novamente. 
- Bom dia. - Eu o abracei. 
- Bom dia,querida. - Ele sorriu. 
- Onde mamãe está?
- Na casa de Anne. - Ele disse. 

Andei até a casa ao lado e bati na porta. Gemma atendeu a porta com um sorriso enorme no rosto. 
- Sofia; - Ela me abraçou. - Que bom ver-la. 
 - Oi Gemma,o Harry tá?
 - Claro ele tá no quarto vai la. - Ela me deu espaço na porta. 
Entrei na casa. A mesma ainda estava exatamente do jeito que eu me lembrava. 
Subi até o quarto de Harry e encontrei a porta meio aberta. Bati na porta e ouvi passos virem até ela. Harry apareceu na porta e sorriu assim que me viu,sorri também. 
- Sofia. - Ele sorriu mais ainda. Senti um calafrio na minha barriga. 
- Oi Harry, é... Eu queria chamar você pra andar um pouco.
 - Ah claro,só um minuto. - Ele se afastou e pegou seu casaco em cima da cama. Em cima dela tinha um lindo violão preto. 
- Você toca? - Perguntei entrando no quarto. Harry olhou para o violão. 
- É toco,comecei a tocar quando você foi embora. 
- Hmm,toca pra mim. - Sorri. Ele riu e pegou o violão. 
- Ta, tudo bem. - Ele se sentou na cama. 
Me sentei a sua frente. Harry deslizou os dedos pelas cordas e começou a tocar um musica que me era familiar. Ele me olhou e começou a cantar aquela cansão que fazia meu coração se acelerar, por algum motivo sempre que eu a ouvia... 

Harry sorriu para mim e colocou o violão em cima da cama.

- Quanto tempo eu não ouço essa musica. - Eu disse. 
- Eu ouço ela quase todos os dias,essa era nossa musica lembra?
- Sim,dançamos ela no baile da escola. - Harry sorriu. 
- Sinto falta daquela época. - Ele se levantou. Pus-me de pé também e o encarrei seria. 
- Bom,eu também.... - Harry sorriu e senti meu coração saltar no meu peito.
 Droga! Aquilo de novo não! 
Suspirei.
 - Vamos? - Perguntei. 
- Vamos. - Harry foi até a porta,eu o segui. Fomos até a sorveteria e depois ao parque. Eu e Harry nos sentamos ao lado de um lago que tinha ali. 
- Então,do que você trabalhava? - Harry perguntou. 
- Em uma empresa de advocacia. E você trabalha?
 - Sim,trabalho em uma padaria. - Ele riu. - Mas vou seguir a carreira de cantor. Você sempre soube disso. 
- Sim,eu sempre soube que você gostava de musica... - Ele suspirou.
 - E qual são seus planos agora?
- Bom,pretendo ser advogada,depois comprar uma casa... - Harry sorriu e olhou para grama.Tinha uma pequena flor amarela caída no chão,ele a pegou em suas mãos e analisou a planta com atenção. 
- Posso lhe fazer uma pergunta? -  Ele perguntou e me olhou curioso.
- Claro. 
- Por que foi embora? - Ele me olhou com um sorriso desafiador no rosto. Franzi a testa. Eu tinha me esquecido que Harry as vezes era manipulador... Ele sabia porque eu tinha ido. Bom,acho que Gemma devia ter contado. Eu gostava de Harry,mas  então ele começou a namorar e me esqueceu,então como eu já era maior de idade e não queria ver o garoto que eu gostava com outra garota,eu me mudei. Gemma ficou sabendo disso,e deveria ter contado para Harry. Então eu esperei que ele viesse atrás de mim e dissesse que gosta de mim também,mas ele não o fez. 
- Bom. - Comecei. - Eu,Ah. Eu já era maior de idade... eu queria sair de casa,ser independente.
 - E me esqueceu aqui.
 - Não esqueci de você, Harry. Mas você tinha sua namorada,uma nova vida sem mim. 
- Sem você? Vocêce era minha melhor amiga. 
- Você nem falava mais comigo. - Olhei para ele irritada. 
- Eu estava confuso. 
- Confuso? - Me levantei. Harry fez o mesmo.
 - Pensei que estávamos aqui pra conversar... 
- E estamos. 
- Não. Você esta me questionando porque eu fui embora. Isso foi uma escolha minha.
 - Você pensou só em você. - Acusou.
Eu ri. 
 - Sim,eu pensei. - Cuspi as palavras. 
Por que eu estava daquele jeito? Furiosa por causa daquilo. Eu já tinha superado Harry.
Me afastei dele já bem irritada,mas Harry segurou meu pulso com força. Não o suficiente para me machucar,ele não tinha intenção de fazer isso. 
- Me desculpe. - Ele disse. Olhei para sua mão em meu pulso e senti aquele local começar a formigar. - Tudo bem,me solte. - Harry olhou para meu braço e assim fez. 
- Quero voltar para casa. - Eu disse. Harry concordou e me levou para casa. 
Assim que chegamos na porta. Eu já estava pronta para entrar,então Harry segurou meu braço.
 - Boa noite,Sofia. - Ele disse. Meu braço começou a pinicar de novo. Fiquei irritada comigo mesma.
- Boa noite,Harry. - Harry se aproximou e beijou minha bochecha. As mesmas  queimaram,enquanto ele se aproximava e sorria para mim. Ele colocou uma mexa de cabelo para trás da minha orelha e se afastou... 









 Continua.